A Avon alcançou um marco inédito na indústria da beleza ao desenvolver a primeira pele bioimpressa capaz de reproduzir com precisão os efeitos da menopausa. Criado em laboratório, o modelo simula alterações como perda de colágeno, diminuição da densidade e ressecamento intenso, abrindo caminho para estudos mais aprofundados sobre o envelhecimento da pele feminina.
A inovação, liderada pela linha Avon Renew, amplia as possibilidades de pesquisa ao levar para um ambiente tridimensional um processo biológico ainda pouco explorado. Com isso, torna possível realizar análises mais controladas e detalhadas, acelerando o desenvolvimento de produtos mais direcionados e eficazes para essa fase da vida. O modelo foi desenvolvido no Centro de Inovação da Avon no Brasil, um dos mais avançados da América Latina, colocando o país em destaque nas discussões globais sobre ciência, beleza e longevidade.
O avanço também reforça o posicionamento da Avon como uma Femtech, integrando seu histórico de mais de 140 anos ao lado das mulheres com novas tecnologias voltadas às necessidades do universo feminino. Com uma equipe científica majoritariamente formada por mulheres, a empresa acompanha uma mudança importante na forma de enxergar a menopausa, entendendo-a como uma jornada complexa que vai além da estética e exige conhecimento, escuta e inovação.
A iniciativa se conecta a um movimento mais amplo de evolução científica no Brasil. O grupo Natura, responsável pela Avon na América Latina, já vinha investindo em bioimpressão 3D de pele e agora amplia esse caminho com parcerias para estudos sobre o ciclo hormonal feminino. Um dos projetos em andamento pretende acompanhar 1,5 mil mulheres em todo o país, gerando dados inéditos sobre como fatores genéticos, sociais e regionais influenciam essa fase da vida.
Um dos diferenciais da nova tecnologia é o uso de células de mulheres brasileiras, o que garante maior representatividade e precisão nos resultados. Para simular a menopausa, o modelo é submetido a um ambiente hormonal controlado, com redução de estrogênio e progesterona, reproduzindo as condições que levam às mudanças na pele.
Além de permitir testes mais assertivos, a pele bioimpressa também contribui para práticas mais sustentáveis na pesquisa cosmética, reduzindo a necessidade de outros métodos e alinhando inovação tecnológica com responsabilidade científica. Em um cenário em que a menopausa ainda é pouco explorada pela indústria da beleza, a iniciativa representa um avanço importante na transformação de conhecimento em cuidado, com soluções mais adequadas às necessidades reais das mulheres.

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