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sábado, 18 de maio de 2019

Como manter a pele hidratada no inverno

"À medida que as temperaturas caem nos meses mais frios, a umidade do ar também cai e isso deixa a pele mais seca, o que se agrava com hábitos como banho quente, falta de cuidados e má alimentação", diz a dermatologista Dra. Claudia Marçal

Para evitar esse problema confira as sete dicas da especialista
Aplocação de creme ou gel hidratante – a ingestão de frutas e vegetais ricos em água ajuda a hidratar a pele, pois fornecem hidratação a todas as células do corpo, mas aplicar um creme ou gel hidratante é a forma mais direta de impactar a pele. Para as peles secas aposte em cremes ricos e nutritivos, com ômegas associados a ingredientes clássicos como ácido hialurônico; para as peles oleosas o ideal são produtos que confiram hidratação prolongada econtrole do brilho, geralmente em versões oil-free. Quanto aos ativos, aposte no ácido hialurônico de baixo peso molecular Hyaxel, arct-alg, progenitrix, aquaporine active aqp3, DSH CN e nutriomega 3, 6, 7 e 9.

Cuidados no banho - tomar um banho longo e quente é bom quando você está com frio, mas vai deixar sua pele ainda mais seca. É melhor que seja curto e aposte em uma temperatura mais intermediária. Depois do banho, aplique uma camada leve de óleo corporal, seguida por um creme ou loção para o corpo. É importante fazer isso enquanto a pele ainda está um pouco úmida para ajudar os hidratantes a penetrar.

Adicione uma máscara ao seu mix de cuidados com a pele - uma máscara profundamente hidratante é boa para a sua pele e pode servir como um ritual semanal que o ajudará a relaxar. Elas são úteis porque são oclusivas, o que significa que introduzem vigorosamente os ingredientes hidratantes na pele. Para transformar seu tempo com a máscara em uma experiência relaxante, sente-se e faça uma respiração profunda por dez minutos enquanto o produto está em seu rosto.

Reabilite as peles rachadas - há uma solução fácil para as mãos e pés ásperos no inverno. O segredo é, após a esfoliação realizada durante o banho, aplicar um creme rico em dexpantenol, ureia, nutriomega 3, 6, 7 e 9, óleos como o de abacate, macadâmia, amêndoas, maracujá ou uvas conjuntamente, lanolina ou manteigas como a de karité, cupuaçu ou manga e, então, colocar meia de algodão por trinta minutos para aumentar a absorção dos ativos e potencializar a ação de hidratação, regeneração e nutrição local. Nas mãos, a luva pode ser uma opção para fazer a oclusão e potencializar a ação dos ativos.

Resista ao desejo de lamber seus lábios - se o seu lábio está ressecado, pode ser tentador passar a língua, mas isso deve ser evitado. A saliva tem pH mais ácido e isso leva uma dermatite constante que piora ainda mais o ressecamento. Há aquela sensação imediata que houve um umedecimento da região, mas logo depois acontece a formação de microfissuras, de ardência e vermelhidão local. Ela recomenda usar hidratantes à base de aveia coloidal, vitamina E, pró-vitamina B5, de manteigas de karitê, de óleos como o de girassol, óleo de macadâmea, e a própria presença de zinco, cobre, mandanês, magnésio, que auxiliam no processo de cicatrização, devem estar presentes nas formulações. Devem ser formulações ricas em vitaminas e antioxidantes que ajudam no reparo para evitar a inflamação.

Invista nas vitaminas orais - manter a pele hidratada também tem relação com a ingestão de suplementos orientados pelo dermatologista, sendo dois dos mais importantes FC Oral e Bio-Arct. FC Oral contém um componente importante, o ômega 3 vetorizado pelo fosfolipídeo, que possui uma identidade com a membrana celular. Dessa forma, o ativo promove uma hidratação de dentro para fora, restaurando os danos dessa membrana e também melhora da fluidez, isto é, permite que os nutrientes sejam absorvidos de uma forma mais plena, o que também traz resultados para a hidratação. Já Bio-Arct age para melhorar o funcionamento celular, fornecendo energia e melhorando o aporte de nutrientes para a células.

Melhore o ar do seu quarto - juntamente com o ar seco do inverno, o calor do aquecedor é um dos principais fatores para diminuir a hidratação. Para resolver esse problema, coloque um umidificador de ar no local. Sua pele vai agradecer de manhã.

Dra. Claudia Marçal -  médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas - SP

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

O filtro solar perfeito

A dermatologista Dra. Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia ensina a escolher o filtro solar perfeito para a sua pele, ela montou um pequeno guia para que você possa escolher o produto ideal de fotoproteção

1- Procure três itens essenciais: para proteger a pele dos raios nocivos do sol o protetor solar deve oferecer: no mínimo FPS 30, Proteção de amplo espectro (UVA/UVB/Infrared) e resistência à água. Geralmente os fotoprotetores que diminuem os danos provenientes do calor são formulados com antioxidantes específicos. Estudos mostram que o uso diário de um fotoprotetor pode reduzir o risco de: câncer de pele, incluindo melanoma, o câncer de pele mais grave; crescimento da pele pré-cancerosa que pode se transformar em câncer de pele; sinais de envelhecimento prematuro da pele, como manchas senis, rugas e pele com textura mais dura e espessa; queimadura de sol; melasma; pontos escuros em sua pele. Mesmo que um fotoprotetor seja resistente à água e ao suor, o ideal é repassar

2 - Considere seu tipo de pele e outras necessidades: pensando no tipo de pele, no geral, os produtos em gel e sérum são indicados para pele oleosa, enquanto as loções e cremes são ideais para pele mais seca. Caso sua pele seja propensa à acne, você deve procurar as palavras ‘não-comedogênico’ ou deve estar claro que o produto é antioleosidade ou pelo menos não vai entupir os poros. Essa mesma dica vale para a pele oleosa. Para as peles mais secas, um produto específico geralmente confere maior hidratação, então essa palavra-chave deve estar no rótulo.
Se sua pele é mais reativa, sensível e propensa à alergia, é melhor evitar protetor solar que contenha fragrância, PABA, parabenos ou oxibenzona (benzofenona-2, benzofenona-3, diosbenzona, mexenona, sulisobenzona ou sulisobenzona sódica). Na verdade, essas substâncias devem ser evitadas por todos. Em volta dos olhos, para evitar que o protetor solar pingue em seus olhos, use um protetor solar específico e certifique-se de que tenha um FPS 30 (ou superior), proteção de amplo espectro e resistência à água.

No caso das crianças, elas têm protetor solar específico, já que a maioria contém óxido de zinco e dióxido de titânio, mas não trazem proteção química. Quando o paciente tem rosácea, é indicado usar um protetor solar que contenha apenas óxido de zinco e dióxido de titânio. Pessoas assim podem usar protetor solar para crianças, desde que esse produto ofereça no mínimo FPS30.

Para a proteção dos lábios, um bálsamo labial com FPS 30 e proteção de amplo espectro é indicado.

Outras formas de fotoproteção
Usar filtro solar é a forma mais segura de proteção contra as radiações solares. Pesquisa recente descobriu que o guarda-sol, por exemplo, não consegue bloquear as radiações e oferece, no máximo, FPS 8. Além disso, a areia reflete os raios solares. 

UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme e penetra na pele em grande profundidade, até as células da derme – sendo o principal produtor de radicais livres. Entre os prejuízos: desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele. Já o UVB deixa a pele vermelha e queimada, danifica a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e as 4 da tarde. Essa radiação pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização. Por isso, use chapéus específicos com proteção solar, óculos de sol, evitar exposição direta principalmente entre às 10h e às 16.

Dra. Valéria Marcondes
Dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.