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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Mitos e verdades sobre cuidados com pele e cabelo

O verão é a estação mais aguardada do ano, mas quando vivida sem cuidados, pode deixar marcas desagradáveis na pele, nos cabelos e na saúde. A rede de farmácias Extrafarma consultou a dermatologista e tricologista Anna Cecília Andriolo para desvendar alguns Mitos sobre os cuidados da pele e cabelo nessa temporada

O fator de proteção mínimo é o mesmo para todo tipo de pele. 
Mito - o fator de proteção mínimo varia de acordo com a cor da pele, com a presença de alterações cutâneas e predisposição para a formação de manchas, características que podem ser identificadas durante a consulta médica. Uma pele protegida sofre menos ação do fotoenvelhecimento e está menos sujeita ao aparecimento de câncer de pele. Como regra geral, não é recomendável usar um fator de proteção solar inferior a 30.

Filtro solar é tudo igual.
Mito - há dois tipos de filtro solar: o orgânico, ou filtro químico, e o inorgânico, conhecido como filtro físico. Os filtros químicos possuem moléculas que absorvem a radiação ultravioleta (altamente energética) transformando-a em radiação de baixa energia, criando uma proteção na camada cutânea que reage com a radiação solar e impede sua penetração na pele. Os físicos são compostos por minerais, como dióxido de titânio e óxido de zinco, que ficam sobre a pele sem absorção. Com a cobertura, os raios batem e são refletidos, auxiliando na prevenção do fotoenvelhecimento. Em ambos os casos, a eficácia do fator de proteção solar funciona da mesma forma, evitando os danos nocivos dos raios solares. No entanto, para escolher o dermocosmético ideal deve-se atentar para o tipo de pele e suas peculiaridades. A maior parte dos filtros são químicos ou misturados. Os 100% físicos, por exemplo, são destinados às crianças e às peles sensíveis e alérgicas.

Existe uma quantidade de filtro solar recomendada. 
Verdade - de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a quantidade de protetor solar indicada é uma colher de chá do produto para cada uma das seguintes áreas do corpo:
·         Rosto, pescoço e cabeça (quando necessário)
·         Parte da frente do tronco
·         Costas e ombros
·         Braços (uma colher para cada braço)
·         Parte da frente das pernas (uma colher para cada)
·         Parte de trás das pernas (uma colher para cada)

Bases com proteção não substituem o filtro solar.
Verdade - bases com proteção solar não substituem o filtro!  Alguns filtros solares possuem cor, ajudando na camuflagem de manchas e funcionando como maquiagem, porém o inverso não é válido. Produtos de maquiagem que contém filtro solar geralmente possuem baixo fator de proteção e não garantem a estabilização necessária para uma proteção adequada.

O uso do repelente interfere no filtro solar.
Verdade - o filtro solar deve ser aplicado sempre antes do repelente, para que ambos os produtos tenham a máxima eficácia possível.

O cabelo precisa de protetor solar.
Verdade - produtos para cabelo com filtro solar na formulação são ideias para quem pratica esportes ao ar livre, mas a proteção física, com o uso de chapéus e bonés, também é muito importante para a saúde dos fios.

Extrafarma
Fundada há 58 anos, atua no mercado de varejo farmacêutico do Brasil. Com mais de 400 lojas e mais de 7 mil colaboradores diretos, a rede conta com mais de 6 milhões de clientes cadastrados no seu programa de fidelidade, o Clube Extrafarma. Em 2014, a empresa passou a fazer parte do Ultra, companhia multinegócios da qual fazem parte também Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Oxiteno. 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Tricologista fala sobre as técnicas No e Low Poo

No e low poo significam, respectivamente, pouco e nenhum shampoo 

Os conceitos surgiram nos Estados Unidos com Lorraine Massey, autora do livro O Manual da Garota Cacheada: O Método Curly Girl. Além de difundir as técnicas por meio de seu livro, Lorraine também montou junto com seu parceiro, o brasileiro, Denis da Silva, a marca Deva Curl, voltada para o no e low poo, com produtos que não contém em sua composição ativos presentes nas marcas de shampoos e condicionadores como os sulfatos e os petrolatos e que, de acordo com os adeptos às técnicas, podem danificar nossos cabelos sem que saibamos. 

Para a dermatologista e tricologista Dra. Anna Cecília Andriolo, esse é um dos temas mais controversos no universo da dermatologia. "A ideia do no e low poo surgiu para atingir inicialmente pessoas de cabelos crespos e cacheados, naturalmente mais frágeis, secos e quebradiços do que os outros tipos de cabelo. Essa secura, inclusive, faz com que os cabelos tenham uma necessidade menor de serem lavados do que os cabelos lisos ou ondulados, que possuem uma oleosidade maior na raiz e nos fios", explica a Dra Anna.

São métodos eficazes, mas que exigem um certo cuidado na hora de serem utilizados, já que, em casos de cabelos oleosos, podem não alcançar a eficácia pretendida e não limpar adequadamente o couro cabeludo. Diferente do que pensam, os sulfatos não são agentes ruins e são certificados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), com a garantia de que não há potencial carcinogênico na substância. Os sulfatos nada mais são do que agentes limpadores que provocam espuma e removem a sujeira a oleosidade do couro cabeludo. A Dra. Anna explica que o que muda é o grau de força desses limpadores, que podem variar de acordo com a necessidade de cada fio, não significando necessariamente que o agente fará mal à saúde do cabelo.


“Os métodos de no e low poo não fazem mal para a saúde dos cabelos, A única recomendação é que se fique atento ao seu tipo de cabelo antes de optar pelo no poo ou low poo, já que esses procedimentos podem não ser efetivos em todos os casos, devendo-se sempre seguir aquilo que é mais adequado para cada tipo de fio", ressalta a especialista.