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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Romã e uva passa combatem sinais de envelhecimento

Algumas frutas possuem propriedades que ajudam a combater o envelhecimento precoce, entre elas está o romã e a uva passa. A nutricionista Elaine de Pádua explica que o romã é fonte de antioxidantes que combatem os radicais livres, como perda da elasticidade, rugas e manchas. Essa propriedade é extremamente importante para que a pele não envelheça mais rápido

“O romã ainda aumenta o fator de proteção do filtro solar, já que o ácido elágico potencializa os níveis de glutationa (antioxidante produzido pelo organismo e que protege as células contra ação dos raios solares)”, conta a nutricionista.

A fruta é também rica em licopeno que tem enzimas que protegem da radiação e aumentam a resistência cutânea. A preocupação em se expor ao sol está cada vez maior devido ao aumento da intensidade das radiações ultravioletas relacionadas com o aquecimento do global. Pesquisas recentes indicam os efeitos positivos do licopeno em termos de resistência aos raios ultravioleta.

A uva passa também é fonte de oligofrutossacarídeos com ação prebiótica no intestino (ajudam a manter as boas bactérias intestinais), além de conter fibras insolúveis, que facilitam o funcionamento do intestino. “Contêm também um mineral chamado boro que mantêm a saúde óssea, uma das regiões mais afetadas quando se está envelhecendo. Um estudo recente mostrou que acrescentar uva-passa no cardápio apresenta efeito positivo na diminuição do LDL colesterol”, explica Elaine.

A nutricionista lembra ainda que esse e outros estudos também mostram que a uva-passa, assim como outras fontes de carboidratos ricas em fibras e fitoquímicos, não aumenta o nível de triglicérides no sangue, um dado importante na prevenção de doenças cardiovasculares.

Elaine de Pádua
Nutricionista pós-graduada em Nutrição nas Doenças Crônico-Degenerativas pelo Instituto de Pesquisa e Ensino do Hospital Israelita Albert Einstein. Especialista em Adolescência para equipe multidisciplinar pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. Pós-graduada em Nutrição Funcional pela Universidade Cruzeiro do Sul e Mestre pela UNIFESP.

sábado, 10 de junho de 2017

Alimentos para deixar os cabelos mais brilhantes

A nutricionista Elaine de Pádua indica os alimentos que ajudam a ter cabelos mais belos e brilhantes

Castanhas, amêndoas, cereais integrais e germe de trigo são compostos pelo zinco, que é um elemento essencial para o crescimento e desenvolvimento dos cabelos. “Sua deficiência pode causar cabelos finos, quebradiços, sem brilhos e avermelhados”, disse a nutricionista.

A especialista destaca também a biotina (levedo de cerveja) dentre os compostos que fazem bem aos cabelos. Segundo ela, a substância previne cabelos quebradiços já que estimula a biossíntese capilar, “ela pode restaurar os fios deixando-os sedosos, brilhantes e macios, principalmente em cabelos com déficit desta vitamina. Porém, a ingestão excessiva de álcool, café, ovos crus e antibióticos, comprometem significativamente os níveis de biotina, bem como sua absorção pelo organismo”, comenta Elaine.

O consumo de biotina e zinco têm se mostrado eficiente na manutenção capilar deixando os cabelos mais restaurados e também mais resistentes. Desse modo é recomendado consumir uma colher de sopa de levedo por dia (cerca de 8mg/dia).

O silício, que está presente na aveia, na sardinha e na cavalinha, estimula o crescimento de cabelos, já que auxilia no desenvolvimento das proteínas fibrosas. A deficiência de silício gera cabelos secos, fracos e quebradiços. “Outra boa função é na redução da formação de pontas duplas, já que as principais causas da desestruturação do colágeno é a sua diminuição”, explica. Ela recomenda uma colher de sopa de aveia todos os dias, ou um filé de peixe por semana. 

Outro conselho da nutricionista é a ingestão de água. Foi demonstrado em um estudo na Dermatology Clinic que o consumo de 120 gramas de proteína mais dois copos de água diariamente evitam o ressecamento da cutícula (evitam que a cutícula capilar se abra), isso por conta do aumento da capacidade de retenção da água (hidratação do fio). “Cabelos sem brilho e ressecados sinalizam cutículas bastante danificadas devido a diminuição da quantidade de aminoácidos, então a sugestão é beber dois litros de água por dia”, finaliza Elaine.

Elaine de Pádua
Nutricionista pós-graduada em Nutrição nas Doenças Crônico-Degenerativas pelo Instituto de Pesquisa e Ensino do Hospital Israelita Albert Einstein. Especialista em Adolescência para equipe multidisciplinar pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. Pós-graduada em Nutrição Funcional pela Universidade Cruzeiro do Sul. Atualmente é mestre pela UNIFESP.  Autora do Livro “O que tem no prato do seu filho?”, Editora Alles Trade. Ministra palestras em diversas empresas como Nestle, Itaú Unibanco, Bovespa, Grupo O Boticário etc.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A polêmica dieta do carboidrato

O assunto dieta é sempre polêmico, mas quando se trata de retirar totalmente algum ingrediente da alimentação, essa polêmica se multiplica

Com a dieta do carboidrato, que consiste em retirá-lo da alimentação, não é muito diferente e sobre ela sempre surgem variações, a mais nova diz que é ótimo adotar esse regime a partir das 18 horas, com isso, seria possível emagrecer mais rapidamente. Será?

A nutricionista, Elaine de Pádua diz que não. Para ela, a retirada de carboidrato a noite não possui um embasamento cientifico necessário para ser considerado verdadeiro. “Quando se retira o carboidrato, os estoques de glicogênio se esvaziam. A glicose ‘puxa’ água, sem ela o corpo perde líquidos e a pessoa acha que perdeu peso, mas na verdade ela liberou somente água”, diz a especialista.

Elaine conta também que um *estudo feito com policiais obesos em Israel analisou o efeito do horário de consumo de carboidratos em uma dieta para emagrecimento. Um grupo consumiu grande parte dos carboidratos da dieta à noite e o outro tinha uma dieta equilibrada de dia, a diferença de emagrecimento entre os dois grupos foi quase mínima, o que comprova que o horário da ingestão de carboidratos não influencia na rapidez da dieta. 

A nutricionista esclarece ainda que retirar o carboidrato antes do treino, como fazem muitos atletas, não é uma boa ideia. “Os atletas ficam sem energia para treinar e, além disso restringir o carboidrato a noite, gera compulsão no dia seguinte”.

Existem inúmeras dietas que restringem o uso de carboidratos, mas que não são, necessariamente, baseadas em não comer carboidratos à noite. Uma das mais recentes é a cetogênica, criado pelo Dr. Atkins. “A dieta criada por ele exige uma de baixa ingestão de calorias (hipocalórica,) com liberado consumo de lipídios e proteínas, ela é composta por três fases e não faz restrições quanto ao período de ingestão”, comenta a nutricionista. Exemplos de alimentos presentes nessa dieta são: carnes vermelhas, ovos e manteiga.

* Referência do estudo: Greater Weight Loss and Hormonal Changes After 6 Months Diet With Carbohydrates Eaten Mostly at Dinner.

Elaine de Pádua
Nutricionista pós-graduada em Nutrição nas Doenças Crônico-Degenerativas pelo Instituto de Pesquisa e Ensino do Hospital Israelita Albert Einstein. Especialista em Adolescência para equipe multidisciplinar pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. Pós-graduada em Nutrição Funcional pela Universidade Cruzeiro do Sul. Atualmente é mestre pela UNIFESP.  Autora do Livro “O que tem no prato do seu filho?”, Editora Alles Trade. Ministra palestras em diversas empresas como Nestle, Itaú Unibanco, Bovespa, Grupo O Boticário etc.